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Coluna do Heródotoparece mas não é

A fraude está na urna

By 12 de julho de 2021 No Comments

Não dá para confiar no sistema eleitoral. Fica cada vez mais claro para todos que ele é manipulável e não representa a vontade política do povo brasileiro. As sessões eleitorais são um verdadeiro turbilhão de fraudes, onde o eleitor entra, vota em um candidato e não sabe se o seu voto coincide com seu desejo. Os que manipulam o sistema garantem a lisura do pleito e os escolhidos nas urnas são os que verdadeiramente vão ocupara os postos nos poderes executivo e legislativo. É assim que funciona nos últimos tempos e qualquer mudança no sistema é um golpe contra as instituições, contra a democracia brasileira.
Os chefes políticos são contra qualquer mudança no sistema eleitoral. Tem maioria no Congresso Nacional de onde deve se originar qualquer projeto que proponha mudança no sistema. Ele é confortável para a manutenção do poder pelas oligarquias estaduais; Estas, por sua vez, controlam o poder federal e a eleição para presidente da república. As acusações de fraudes eleitorais são constantes, e geralmente lideradas pelos partidos que são derrotados nas eleições. A falta de uma urna auditável, com voto impresso e secreto, contamina o processo de escolha dos governantes do país. Consolida o poder sempre nas mãos dos mesmos e estes por sua vez garantem que os privilégios jamais serão extintos, uma vez que controlam o legislativo. Reforma política, nem pensar. Sufrágio universal só pro forma.
Partidos políticos da oposição querem o fim do chamado voto a bico de pena, ou seja, o sistema onde o eleitor pega a caneta e escreve o nome do seu candidato. Se não souber escrever, um “assessor” do chefe político local o ajuda, Se não consegue ler o nome do candidato que está escolhendo, não há o menor problema, alguém escolhe por ele. Urna
auditável. Urna indevassável. Voto secreto. Fim do voto aberto. Estes são alguns slogans da Aliança Liberal que tem como cabeça de chapa o presidente do Rio Grande do Sul e ex- ministro da fazenda do presidente Washington Luís, Getúlio Vargas. A eleição no sistema antigo, mais uma vez, aponta a vitória do candidato oficial, Júlio Prestes. O resultado é proclamado aos quatro ventos e, mais uma vez, a oposição denúncia fraude e manipulação. Não tem legitimidade, dizem os aliancistas, com o apoio de segmentos do exército. Esta crise política não é igual às outras. Detona um levante armado que culmina com a deposição do presidente, o exílio do eleito e a ascensão de Vargas ao poder, onde fica por 15 anos. Acabou-se o voto a bico de pena. Acabaram as eleições com a ditadura que sobreviveu até 1945.